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Como financiar um franchising

Quase ninguém paga um franchising só com dinheiro próprio. Este guia junta as formas de o financiar em Portugal — capital próprio, crédito bancário, os apoios do IEFP e o subsídio de desemprego pago de uma só vez — e o que preparar antes de pedir.

Atualizado a 2 de outubro de 2026

Por onde começar

Antes de pensar em crédito ou apoios, precisa de um número: o investimento total da marca, por escrito, com o que inclui e o que fica de fora. A esse valor junte o fundo de maneio — o dinheiro para pagar contas nos primeiros meses, enquanto a faturação ainda não chega. É esse total que vai financiar.

Na maior parte dos casos, o dinheiro vem de uma combinação de quatro fontes:

  1. Capital próprio.
  2. Crédito bancário, às vezes com protocolo da marca.
  3. Apoios públicos à criação de empresas, sobretudo do IEFP.
  4. Facilidades da própria marca, como pagar o direito de entrada em prestações.

Quanto preciso de ter de capital próprio?

Não há uma regra fixa, mas os bancos raramente financiam 100% de um negócio novo: costumam pedir que uma parte do investimento venha de si. Além disso, ter reservas próprias é o que lhe permite aguentar um arranque mais lento sem entrar em incumprimento. Se o seu capital é pequeno, os formatos de baixo investimento reduzem o valor a financiar.

Que apoios dá o IEFP para criar uma empresa?

O IEFP tem várias medidas de apoio ao empreendedorismo. Um negócio em franchising pode candidatar-se como qualquer empresa nova, desde que cumpra as condições de cada uma. As principais:

Linhas de crédito MICROINVEST e INVEST+

Crédito com garantia e juros bonificados, concedido pelos bancos aderentes com parecer do IEFP. A linha MICROINVEST financia até 20 000 € e a INVEST+ até 100 000 €. Destinam-se a quem está inscrito no centro de emprego em determinadas situações — por exemplo, desempregados há vários meses ou jovens à procura do primeiro emprego — e a projetos de pequena dimensão.

Subsídio de desemprego pago de uma só vez

Quem recebe subsídio de desemprego ou subsídio social de desemprego inicial pode pedir que o valor que ainda tem a receber seja pago de uma só vez, total ou parcialmente, para criar o próprio emprego. O projeto é entregue no serviço de emprego da zona onde vai abrir: o IEFP dá parecer sobre a viabilidade e a Segurança Social decide. Este apoio pode ser somado às linhas MICROINVEST e INVEST+.

Em contrapartida, há obrigações a ter em conta:

  • O projeto tem de criar, pelo menos, o seu emprego a tempo inteiro.
  • Tem de manter a atividade durante pelo menos três anos e, nesse período, não pode ter outra atividade normalmente remunerada.
  • O investimento tem de estar feito no prazo de um ano a contar do início da atividade.
  • Se não cumprir, pode ter de devolver o que recebeu.

Empreende XXI

Medida do IEFP para jovens dos 18 aos 35 anos à procura do primeiro emprego ou desempregados, e para outros desempregados inscritos, que queiram criar uma empresa. Pode juntar apoio financeiro ao investimento, apoio à criação do próprio emprego, formação e mentoria. As candidaturas abrem em períodos anunciados pelo IEFP, e os montantes estão no regulamento da medida.

Os valores e as condições destas medidas são revistos com alguma frequência. Antes de fazer contas com eles, confirme no site do IEFP ou no seu centro de emprego.

E o crédito bancário?

Um franchising financia-se como qualquer empresa: o banco analisa o plano de negócio, a sua experiência e as garantias. A vantagem é que a marca já tem um historial que pode mostrar. Pergunte à marca se tem protocolos com bancos — algumas negociaram condições para os seus franchisados e conhecem o processo.

A própria marca pode ajudar?

Às vezes. Há marcas que aceitam o direito de entrada em prestações, que reduzem a entrada para os primeiros franchisados de uma região ou que fornecem o equipamento a pagar ao longo do tempo. Não é a regra, mas é uma pergunta que vale a pena fazer.

O que preparar antes de pedir financiamento

  • O investimento total da marca, por escrito.
  • O contrato de franchising ou, pelo menos, as condições principais.
  • Um plano de negócio com previsão de vendas realista, custos fixos, royalties e taxa de marketing, e quanto tempo leva a pagar o investimento.
  • O fundo de maneio para os primeiros meses.
  • A sua situação no centro de emprego, se for pedir apoios do IEFP.

Para o resto da decisão — o que confirmar no contrato e com os franchisados atuais — veja o guia de franchising.

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Perguntas frequentes

Fontes

Apoios e condições mudam. Confirme sempre junto da entidade antes de decidir.

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